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CELEBRAR RANGEL – A LENTE E O JAZZ: UMA VIDA DEDICADA À FOTOGRAFIA E AO JAZZ

LANÇAMENTO DO PROJECTO “CELEBRAR RANGEL – A LENTE E O JAZZ: UMA VIDA DEDICADA À FOTOGRAFIA E AO JAZZ”

 GALERIA KULUNGWANA, ESTAÇÃO CENTRAL DOS CFM, DIA 26 DE OUTUBRO ÀS 18 HORAS

 

A Stewart Sukuma, Lda, inicia este ano um projecto de preservação e divulgação do espólio dos mais variados artistas e agitadores culturais de diferentes ramos em Moçambique. Trata-se do Projecto CELEBRAR, que se estreia celebrando uma figura incontornável da fotografia e do jazz: Ricardo Rangel.

Denominado Celebrar Rangel – A Lente e o Jazz: Uma vida Dedicada à Fotografia e ao Jazz, o Projecto é implementado em parceria com União Europeia, sob curadoria de exposições da Associação Kulungwana e assessoria da Associação Moçambicana de Fotografia e Centro de Formação Fotográfica.

 

O alinhamento do Celebrar Rangel –A Lente e o Jazz, contempla uma exposição fotográfica de diversas obras da autoria de Ricardo Rangel (numa parceria com a Associação Kulungwana), a apresentação do documentário “RICATRIZ” do realizador norte americano Ryan Daniels e um Concerto de Jazz que terá como convidado especial o agrupamento Malhangalene Jazz Quartet.

A parceria com a Associação Kulungwana está relacionada com a iniciativa que a mesma realizou em 2012, denominada Projecto Ricardo Rangel, que conjugou a realização de exposições, um colóquio e a publicação dum livro. Já anteriormente, Ricardo Rangel tinha sido homenageado na III Edição do Festival Internacional de Música Clássica, realizada em 2007, também numa iniciativa desta Associação.

De acordo com Stewart Sukuma, pretende-se, com o CELEBRAR, que os mais jovens compreendam a coragem e obra de um fotográfo que fez da sua lente um instrumento de combate a vários males. Um homem, que ultrapassou na sua abordagem o conceito básico do registo fotográfico e que para fixar etapas da nossa história, tocou e influenciou consciências.

Por ter denunciado, na sua trajetória, os horrores do colonialismo, Rangel desperta a importância e a força da fotografia para um mundo novo - o mundo da justiça e igualdade.

Mas porque também foi um homem de outras paixões, os organizadores recordam Rangel na sua dimensão de colecionador, apreciador e impulsionador do jazz. Foi uma das pessoas, que na sua época, partilharam com outros artistas compilações importantes do universo jazzístico. Isto teve repercussões até aos dias de hoje - novas gerações apareceram, consumindo e produzindo jazz. Moçambique tornou-se nos últimos anos um mercado promissor quando falamos de indústria do jazz na África Austral. E é indiscutível a contribuição de Ricardo Rangel para que isso fosse possível.

 Importa referir que o Projecto CELEBRAR surge para preencher o vazio que existe no que respeita à informação sobre os artistas moçambicanos em geral, e, em particular relembrar aqueles que realmente merecem um destaque pela sua postura, obra e pela valiosa contribuição na vida social e artística em Moçambique e no mundo.