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PLATAFORMAS VIRTUAIS SERÃO PALCO DA EDIÇÃO DE 2020 DA FEIRA DO LIVRO DE MAPUTO

PLATAFORMAS VIRTUAIS SERÃO PALCO DA EDIÇÃO DE 2020 DA FEIRA DO LIVRO DE MAPUTO

 O evento é organizado pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo e parceiros.

A sexta edição da Feira do Livro de Maputo, a decorrer entre os dias 22 a 24 de Outubro do ano em curso, com o tema, (re) pensar a criação literária em tempos da pandemia, homenageia a escritora Paulina Chiziane, a primeira moçambicana a publicar um romance, e reúne autores, editores, jornalistas, investigadores e críticos de 8 países.

Veja agenda completa clicando aqui

Pelo sexto ano consecutivo o Conselho Municipal da Cidade de Maputo volta a acolher a Feira do Livro de Maputo, desta vez no espaço virtual, dada a vigência da pandemia da Covid-19 que grassa o mundo. Mesmo no meio de tantas restrições, a literatura volta a estar no centro das atenções na cidade das acácias e no mundo simultaneamente.

Desde 2015 que a edilidade da capital moçambicana organiza a Feira do Livro de Maputo, com vista celebrar e promover a literatura moçambicana, e não só, nas suas variadas formas de actuação, ligando-a com outras áreas artísticas e de conhecimento.

A edição deste ano, totalmente virtual, homenageia a escritora moçambicana Paulina Chiziane, pelos seus 30 anos de criação literária, por isso assenta-se na sua frase: “Digo-vos, porém, que cada mundo tem a sua beleza”.

A sessão de elogio a homenageada ficará a cargo do filósofo Dionísio Bahule, da editora e professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade Federal Fluminense (Brasil), Iris Amâncio, Tania Lima, professora do departamento de letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil), a actriz Ana Magaia, entre outros que já confirmaram presença no evento.

A estes juntam-se, como autores convidados da feira, os cabo-verdianos Danny Spínola e Eurídice Monteiro; os portugueses João Nuno Azambuja e Marília Miranda Lopes; os espanhóis Esteve Bosch de Jaureguízar e Ana Manso;  os moçambicanos Armando Artur, Teresa Manjate, Eduardo Quive, Nelson Lineu, Jessemuce Cacinda, Ana Mafalda Leite e Sara Jona; os brasileiros, Ana Elisa Ribeiro, Regina Dalcastagnè; o guineense Tony Tcheka; entre outros. Num total de 16, como forma de alargar horizontes e apostar na internacionalização das literaturas, particularmente a moçambicana.

A coordenação da feira considera que mesmo sendo uma organização diferente, num ano atípico, que condiciona o uso das plataformas virtuais, a realização do evento vai na linha do que tem defendido a política cultural da edilidade. A coordenadora realça: “Fomos apanhados desprevenidos com a presente crise da pandemia da Covid-19 e estamos preocupados em produzir um evento de grande envergadura, cuja complexidade, chama-nos atenção a solidariedade e descoberta das potencialidades da comunicação on-line e quando a crise passar, estaremos a trilhar novos caminhos”.

A nota do CMCM adverte: “A primeira edição on-line sempre traz muitas dúvidas e receios, mas também muita vontade de expandir o espaço da criação, com recurso ao digital no lugar do presencial e vai ser uma grande festa”.

O COMUNICADO afirma que “O evento quer também identificar leituras e escritas em tempos de emergência, potencializar sonhos e utopias críticas ao novo normal, como forma de abrir portas para outros mundos. Nomeadamente entre os escritores e leitores, privilegiando nesta sexta edição a produção de consciências literárias da crise, suas metamorfoses, incertezas e ambiguidades discursivas ao novo normal”.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo reconhece mesmo que, “como se trata de um problema global, toda a cadeia cultural encontra-se afectada, a literatura representa actos e formas de resistência nos momentos mais duros e dramáticos para a humanidade”. E sublinha, “tenta extrair conclusões desta última crise mundial, para depois projectar no futuro a dupla tarefa de descrever os efeitos da incerteza provocados pela pandemia, de narrar as mudanças ocorridas na sociedade e olhar a literatura como uma modalidade de consciência social em tempos de crise”.

A feira será aberta oficialmente pelo Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche e a professora de literatura brasileira da Universidade de Brasília, Regina Dalcastagnè fará uma conferência de abertura sobre a temática: Literatura em Tempos de Crise.

Inscrever Maputo na agenda mundial como uma “cidade literária” reconhecida internacionalmente, continua a ser um dos propósitos da organização. A par disso, a iniciativa pretende promover a reflexão e o debate sobre o tema: (re)pensar a criação literária em tempos da pandemia.

A coordenação da Feira apontou a mobilização de parceiros para a retransmissão das sessões, o que aumentará em muito o alcance desta edição. Chegará a novos e outros públicos. Por isso entende que “A Feira do Livro de Maputo, nas edições futuras abraçará o formato virtual, mesmo com as sessões presenciais, não abandonará a transmissão on-line, é nosso desejo, atingir uma cifra de 7 mil visualizações por debate”.

O evento, classificado pela organização como “uma descoberta cultural” trará novas linguagens, desafios, soluções e formas de fazer a feira e sobretudo como nos adaptar às novas circunstâncias, que englobam riscos e uma especificidade de promoção marcada pela universalidade, vitalidade, atemporalidade e reinvenção.

Nesse sentido, há uma expectativa muito forte na Feira virtual, desde a eliminação das distâncias, a procura permanente de contactos nas redes sociais e o diálogo intercultural assente nas fronteiras invisíveis. De modo que a organização espera atingir 50 mil visualizações. O que aumentará a procura da cidade de Maputo como destino turístico, a procura da literatura e autores moçambicanos e dos países dos escritores convidados.

Das mesas temáticas, com a participação de escritores, professores, investigadores e editores, perfilam temas como: “Cartografias literárias, mobilidades virtuais e alteridades; “Dialécticas literárias em tempos de crise: que ideias para o futuro?”; e “Literatura e Resistência: Para uma história do possível”.