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Festival International de Circo

1° FESTIVAL INTERNACIONAL DE CIRCO SARUÊ

Respeitavel Publico, A Cia Trupe Liuds tem o prazer de apresentar o 1° Festival Internacional de Circo Saruê, com intuito de potencializar a arte cirsense na periferia de São Paulo, trazendo ao publico um pouco da essência do circo, que por algum tempo esteve distante das quebradas, pricipalmente nas grandes cidades.


O Festival Internacional de Circo Saruê recebe esse nome em alusão ao animal Saruê, o gamba brasileiro, que normalmente é encontrado as margens dos centros urbanos, e é bastante discriminalizado por ser um gambá e ter aparência de roedores, vivendo constantemente na luta pela sobrevivência, tornando se assim uma espécime periferica. Além disso tem grande habilidade circense por conta da seu rabo, que permite se agarrar em galhos, como tambem nos fios da redes eletricas, tornando um verdadeiro trapezista.

Nesta primeira edição, o festival será oline, e contará com dez atrações em três dias de evento, sendo duas internacionais, e três compahias brasileiras, além de palestras e vivências sobre a comicidade negra. Um dos destaques do festival é a participação do Artista Moçambicano Estreanty, que faz parte da companhia de Artes Makwerhu (que signica irmão/irmã), que apresentará tecnicas de malabarismo musical. Teremos também a participação do artista Ieltxu Ortueta, diretamente da Espanha, com o espetáculo “Campo”, que traz uma proposta de criação artistica coletiva e afetiva para as crianças. Da zona sul de São Paulo, a Trupe Lona Preta trará "O circo Fubamguinho", espetáculo inspirados nas charangas, farsas e bufonaria, já a Cia Armarias apresenta “Entre Elas”, um espetáculo que retrata o universo feminino e seus aprisionamentos estruturais, utilizando tecnicas acrobáticas, aéreas e de equilíbrio, aliados a um contexto teatral. Fechando as apresentações a Cia Trupe Liuds apresenta dois espetáculos “Mjiba – A boneca Guerreira” que retrata de maneira lúdica e bem humorada a questão do empoderamento da mulher negra e da diáspora Africa- Brasil, e também o espetáculo “ Radio Paranoia” uma jornada atemporal, dois palhaços evidenciam o processo de alienação midiática que ocorre no Brasil e no mundo.

Além das apresentações, o festival convida três artistas, Heraldo Firmino, Cida Almeida e Hilton Esteves que contarão um pouco da suas trajetorias na arte circense e o olhar voltado a comicidade negra. E ainda um workshop de malabarismo musical com o artista moçambicano Estreanty. Isso foi o que preparamos para nossa primeira edição do festival de circo, que inicia sua jornarda, com muita alegria, suor e persistência, monstrando que o circo tem que estar aonde o povo estiver, “simbora com a gente”, para o alto e avante.

 

PROGRAMAÇÃO De 05 a 07 de Março de 2021

Programação online pelos canais do Yotube da Cia Trupe Liuds Classificação Livre


05/03 – Sexta Feira

15:00 h – Abertura do Festival

15:10 h – Espetáculo “Radio Paranoia” da Cia Trupe Liuds

17:00 h – Bate Papo com Heraldo Firmino

19:00 h – Espetáculo “ Entre Elas” da Cia Armarias


06/03 – Sabado

15:00 h – Espetáculo “ O Campo” de Ieltxu Ortueta (Espanha)

17:00 h – Bate Papo com Cida Almeida

19:00 h – Espetáculo “ O Circo Fubanguinho” da Trupe Lona Preta



07/03 – Domingo

15:00 h – Workshop de malabarismo musical com o artista moçambicano Estreianty (Moçambique)

15:20 h – Espetáculo “ Tsakuta” (respirar, no sentido de estar vivo) de Estreianty (Moçambique)

17:00 h – Bate papo com Hilton Esteves 19:00h – Espetáculo “ Mjiba- A boneca guerreira” da Cia Trupe Liuds

 

“ENTRE ELAS” da Cia Armarias Três amigas se encontram para compartilhar um café e o anúncio de um noivado. Durante esta breve convivência, traços de suas identidades são reveladas por provocações quesurgem “Entre Elas” e por questões externas ditadas pela estrutura do sistema em que vivem. Direção: Ricardo Rodrigues / Elenco: Munique Tavares, Priscila Cereda e Karen Nashiro. Classificação: Livre, Duração: 45min

 

“CAMPO” de Leltxu Ortueta “Campo” é uma proposta de criação artística coletiva e afetiva para crianças de 0 a 7 anos que acompanhadas por seus responsáveis participam de um acontecimento criativo junto com o artista Ieltxu ortueta e o músico Gil fuser. Classificação: Livre, Duração: 45 min

 

“O CIRCO FUBANGUINHO” da Trupe Lona Preta "O Circo Fubanguinho" é um espetáculo inspirados nas charangas, farsas e bufonaria, as músicas pontuam e costuram o enredo. Nele, dois palhaços, demitidos expulsos do picadeiro, tentam se inserir a qualquer custo. Direção: Sergio Carozzi e Joel Carozzi | Elenco: Alexandre Matos, Henrique Alonso, Joel Carozzi, Sergio Carozzi e Wellington Bernado. Classificação: Livre, Duração : 50 min

 

“TSAKUTA” de Estreanty (Moçambique) Tsakuta, (respirar, no sentido de estar vivo)é uma obra de circo contemporâneo com malabarismo musical. Uma criação de Estreianty, baseada nas técnicas do malabarista Thomas Guerineux um malabarista musical e criador do espetáculo Maputo-Mozambique. Direção e apresentação: Estreianty. Classificação Livre, Duração: 20 min

 

“RADIO PARANOIA” da Cia Trupe Liuds Rádio Paranoia conta a história de dois palhaços que, conduzidos pela programação de uma rádio, vivenciam transformações midiáticas, como a chegada da tv e dos smartphones. Em uma jornada atemporal, os dois palhaços evidenciam o processo de alienação midiática que ocorre no nosso cotidiano Direção: Paula Klein / Elenco: Dede Ferreira, Valmir Sant’anna, Girlei Miranda, Denão. Duração: 30 min, Classificação: Livre

 

MJIBA – A BONECA GURREIRA” da Cia Trupe Liuds O espetáculo conta a história de dois palhaços carteiros que ao se depararem com uma encomenda sem remetente, encontram algo totalmente inesperado na caixa. A partir dessa descoberta, apresentam e discutem de maneira lúdica os problemas enfrentados pelas mulheres negras na sociedade. O Espetáculo foi criado em homenagem às lutas das mulheres negras. Direção: Paula Klein / Elenco: Dede Ferreira, Valmir Sant’anna, Girlei Miranda. Duração: 30 min, Classificação: Livre

 

CIA ARMÁRIAS A Cia Armárias apresenta “Entre Elas”, um espetáculo que retrata o universo feminino e seus aprisionamentos estruturais. Na reunião das técnicas acrobáticas, aéreas e de equilíbrio, aliados a um contexto teatral, mostra três mulheres que assumem diferentes perfis para dar vida aos estereótipos sociais e espelhar as deficiências visíveis e ainda invisíveis no cotidiano. Entre elas é uma conversa direta com a estrutura tradicional patriarcal e ainda contemporânea, que anula, desrespeita e mata a mulher. Mulheres diferentes, unidas por um bem maior; todas em uma só formam três dimensões. Longe de serem o que se espera e muito próximas de serem o que procuram. Juntas e diferentes tornam-se um quebra cabeça distinto e real. TRUPE LONA PRETA O grupo de teatro composto por pessoas que mobilizam diversas linguagens artísticas, tais como: música, teatro, artes plásticas e cinema, surgiu em 2005, a partir da experiência em saraus e intervenções artísticas organizadas na zona oeste e sul de São Paulo, dialogando com associações de moradores da região e movimentos culturais. Tal experiência coincidiu com o desenvolvimento de uma pesquisa sobre a linguagem do palhaço, o que incentivou ainda mais a prática de colocar em cena, tanto nos saraus como nas ruas, os esquetes criados coletivamente. Desde então, realizamos inúmeras apresentações circulando por centenas de bairros e comunidades da região metropolitana de São Paulo, Festivais Nacionais e Internacionais de Teatro e também grandes circuitos culturais.


ESTREANTY Artista Moçambicano da cidade de Maputo, Estreanty faz parte da companhia de Artes Makwerhu. ( que signica irmão/irmã). A partir de 2007, passou a assumir a responsabilidade do grupo. Também foi formado em teatro de rua, magia e mimo, assim como em malabarismo, no âmbito de um projeto do CCFM, dirigido pelo Thomas Guérineau, malabarista francês, que foi concluído pela criação de um espetáculo de circo novo intitulado “Maputo Moçambique”, e que o levou a participar em várias turnês na França e na Europa.


IELTXU ORTUETA Performer, historiador da arte e artista gráfico. Se apresenta como basco no mundo e reside e trabalha no Brasil desde 2003. É formado em Licenciatura em História da Arte, pela universidade do País Basco/Euskal Herriko Unibertsitatea e durante três anos cursou a Escola de Teatro de Barakaldo-Barakaldoko Antzerki Ikastegia. Fez estudos de Commedia dell Arte na Itália em 2002 com Antonio Fava. Em 2003/2004 foi bolsista pelo Governo do País Basco junto ao grupo Lume Teatro sendo orientado pelo grupo. Na Espanha trabalhou com as companhias Hortzmuga Teatroa [teatro de rua], Chusma Teatro e Teatro Paraiso. Cria em 2012 ARTEFACTOS BASCOS, plataforma que tem como foco principal de atuação a criação gráfica, e ao mesmo tempo, o desenvolvimento de produções cênicas e projetos multidisciplinares.

CIA TRUPE LIUDS Surge em 2006, com o intuito de difundir a arte circense na periferia da cidade de São Paulo. É uma companhia composta por palhaços negros, que através da linguagem lúdica recria a realidade cotidiana e desperta o imaginário das pessoas. Através da pesquisa na linguagem do palhaço, mesclando cenas do circo tradicional, circo contemporâneo, modalidades circenses e a cultura popular, a Cia Trupe Liuds propõe diálogos, reflexões e questionamentos sobre a cultura negra e a sociedade brasileira, e tem como proposta ocupar espaços públicos e espaços ociosos com espetáculos, oficinas e intervenções circenses. A Cia Trupe Liuds tem como sede a Comunidade Cultural Quilombaque, que atua no bairro de Perus desde 2005 de forma independente e autônoma, proporcionando aos moradores do bairro oportunidades culturais e de lazer, para que eles próprios consigam descobrir perspectivas empreendedoras e emancipatórias no lugar onde moram.