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Artistas unem forças contra o ciclone Idai

Após a ocorrência do ciclone Idai na zona centro do país vários artistas em Maputo se uniram para fazer espectáculos beneficentes em prol das vítimas do desastre natural.

O Mapa das Artes falou com Hélio Sixpence, organizador de um dos espectáculos, que vai acontecer amanhã (23), no Parque Marginal. “Estamos a falar de uma situação de emergência. Qualquer intervenção de emergência precisa de uma preparação sólida. Mobilizar recursos para um evento desta envergadura em menos de 5 dias não é tarefa fácil, entretanto, cada um dos membros do grupo, bem como alguns empresários e profissionais da área artística, deu seu máximo para garantir que este evento aconteça”, disse Hélio que também faz a figura de cartaz daquele evento sobre a organização do espectáculo. 

Questionado sobre como foi sensibilizar os músicos este afirmou que não foi difícil porque “eles são donos de um senso de solidariedade incrível. Bastou lançar-se a ideia para em menos de 24 horas termos todas as confirmações.”

Para este evento estão confirmadas mais de 30 actuações. O mesmo será marcado por performances de música, dança e poesia. O bilhete de entrada para o mesmo são alimentos não perecíveis e produtos de higiene, roupas entre outros.


Após a colecta dos donativos, estes serão levados ao porto de Maputo, para posteriormente serem levados à Beira. “Estamos a fazer contactos com o Porto de Maputo para saber, depois do domingo, quando é que parte o próximo navio. Temos alguns membros a fazerem trabalho voluntário na terminal de cabotagem do Porto de Maputo, organizando roupas e diversos kits”, garantiu Hélio. Na mesma senda este convidou a quem pudesse para contribuir para ajudar com a organização dos kits.

O organizador deixou também ficar uma mensagem de conforto às vítimas. “Saibam que não estão sozinhos. Para além de nós existem vários outros grupos com iniciativas parecidas, o que claramente mostra que juntos somos mais fortes do que qualquer calamidade. E porque estamos juntos nisto, tenham fé que ultrapassaremos esta fase e nossos lares e nossas cidades serão melhores do que um dia foram.”

Quem também se juntou à inciativa é Emílio "Magus" Cossa do grupo de Hip-Hop PseudoLiricistas. Diz apoiar a causa por ser humano. “O que afecta a cada um dos humanos desta terra, duma ou doutra forma, me afecta. Em momentos como estes mesmo sem termos nada precisamos dar um pouco desse nada que tem muito menos ainda.”

E porque é de pequeno que se torce o pepino, já consegue ver o espírito humanitário imprimido em sua filha de apenas 9 anos. “Ontem, a minha filhinha de 9 anos fez uma barrulho enorme porque devia levar algo de lá de casa para ir doar aos seus amiguinhos da Beira. Penso que, de certa forma, isso resultou da campanha que temos feito dentro de casa para sensibilizar os de casa a doar um pouco de si. Portanto, esse é um dos outros meios de contribuir. Tenho também falado desta necessidade de ajudar com outros familiares e amigos, tanto ao vivo como atraves das redes sociais, com principal enfoque para os meus irmãos da Comunidade Hip Hop Moçambicana.”

Quem também falou ao Mapa das Artes é o músico Dino Miranda, que m dois dias consecutivos vai actuar em espectáculos com o mesmo propósito.  Em conversa com o Mapa das Artes o músico disse que se sente lisonjeado por abraçar uma causa como esta. “É um problema que afecta a nação e todos nós estamos sentido, como músico me sinto na obrigação de contribuir, e se há esse tipo de iniciativas não há como não abraçar.”

O músico também deixou uma mensagem de conforto para as vítimas. “Não estão sozinhos estamos todos juntos…o país está com ele na situação e que o importante é acreditar que tudo pode melhorar.”

Na mesma ocasião o músico apelou pela presença massiva dos fãs para apoiarem às vítimas do ciclone.


São no total cinco eventos, que acontecem em Maputo, com o propósito de arrecadar donativos para apoiar as vítimas do ciclone Idai, que ocorreu na zona centro do país com mais incidência para a cidade da Beira, tendo resultado em centenas de mortos e várias famílias desabrigadas.


Junta-te tu também a causa e grite bem alto que somos mais fortes que o IDAI.